Santo de 17 de março

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São Patrício

São Patrício, Bispo

(† 493)

S. Patrício é o Apóstolo da Irlanda. Cheio de dor e arrependimento, falava São Patrício de sua infância, dizendo que só com dezesseis anos chegou a conhecer Deus. Nesta idade caiu, com a família toda em poder de invasores irlandeses. Bem pouco se sabe da sua vida. Quando uns dizem que nasceu em Kilpatrik, na Inglaterra, filho do Senador Calpornio, outros afirmam que sua pátria era Boulogne-sur-mer. Seis anos passou São Patrício na prisão e durante este tempo todo, serviu de pastor e aprendeu a ciência dos Santos. Uma voz interior fez-lhe compreender que devia voltar para sua terra. Só com muita dificuldade pôde realizar esta ordem.

Fugiu para a Gália e fez seus estudos em Lérins e na Itália. Em Auxerre, tendo falecido o bispo S. Paládio, recebeu a sagração episcopal e voltou para a Irlanda, país que ainda jazia nas trevas do paganismo.

Com alguns sacerdotes, chegou em 432 à Irlanda e pôs logo as mãos à obra. Em pessoa, atravessou a ilha toda e visitou todas as povoações. Grandes foram as fadigas, enormes os sacrifícios, sem conta os sofrimentos de toda a espécie. Mas grande também foi o auxílio de Deus, poderosa a graça divina, extraordinário o resultado dos trabalhos apostólicos dos santos homens. Trinta anos eram passados e já existiam 365 Igrejas, muitos conventos e escolas. A ilha toda estava dividida em dioceses e as dioceses em paróquias. A Igreja Católica chegou, na Irlanda, a um estado de florescência tal que o país foi chamada "Ilha dos Santos".

S. Patrício foi o protótipo de missionário católico, cujas principais virtudes devem ser: grande zelo pela honra de Deus e pela salvação de almas, dedicação ao trabalho, coragem nas dificuldades, conformidade com a vontade de Deus, amor ao sofrimento, à cruz e à oração.

São Patrício possuía todas estas virtudes, em grau elevado. Homem de Deus na palavra na oração, na penitência e na cruz, experimentou o auxílio e a assistência divina, em todas as fases da vida apostólica. Por meio de milagres São Patrício, como os Apóstolos do Senhor, aplainou o caminho à verdade e, do mesmo modo que Jesus Cristo, podia afirmar: os cegos enxergam, os surdos ouvem, os paralíticos andam e aos pobres é pregado o Evangelho. No fim da vida, pôde o Apóstolo da Irlanda verificar a conversão de quase toda a ilha. Depois de uma vida de 120 anos, Deus o chamou para a eterna recompensa. S. Patríclo morreu em 493 em Glamorganshire. O corpo foi depositado na Igreja de S. Patricio, em Down.

Reflexões

1. Sessenta anos passou São Patrício trabalhando pela salvação das almas. Quanto tempo já dedicaste à tua própria alma? A alma que tens, é tua e só tua. A ninguém compete senão a ti, trabalhar para que alcance a vida eterna. Se todos os Anjos, os homens, todos por ela se interessassem, nada conseguiriam sem a sua cooperação e consentimento. Todos os demais interesses, que te ligam a esta terra, podem ser representados por outras pessoas, o da salvação da alma não. Deus, que criou tua alma, sem te perguntar, não a quer no céu, sem trabalhadores para o merecer. Trabalha, pois, para salvar tua alma; se não o fizeres, ninguém o fará.

2. Pelo zelo apostólico de um homem foi a Irlanda convertida ao Cristianismo, e tão abundantes foram os frutos da pregação, que a Irlanda tem o nome de "Ilha dos Santos". Poucos países, como a Irlanda, têm sido terra boa, segundo a expressão de Nosso Senhor, em que a semente lançada, produziu fruto, cento por um. Aos Irlandeses, aos discípulos de São Patrício, pode ser aplicada a palavra de Cristo: "Bem-aventurados os que ouvem a palavra divina e a guardam fielmente". Admiramos a eficácia da palavra divina nos corações dos pagãos. Estranhemos que hoje a mesma palavra não produz mais o mesmo fruto entre os cristãos. Há quem a pregue e quem a escute, poucos, porém, são os que a recebem e guardam com carinho. Os ouvintes modernos ouvem a palavra de Deus, mas nem sempre a põem em prática. A palavra de Deus é a mesma hoje, que nos dias de São Patrício. Talvez haja atualmente menos pregadores que se distingam pela virtude e santidade de um São Patrício, isto não deve ser motivo para se desprezar a semente divina, pois os pregadores da mesma são ministros legítimos de Jesus Cristo, que receberam ordem de pregar-lhe a santa palavra a toda criatura. Os cristãos devem, portanto, não concentrar a atenção na pessoa do pregador e no talento retórico do mesmo, mas na doutrina que lhes é transmitida. "Eu sou apenas o cesto do semeador, dizia Santo Agostinho aos ouvintes. O que dou é o que recebi. Não reparei a qualidade do cesto mas a da mente e o poder do semeador". Observando este conselho de Santo Agostinho, tua audição da palavra de Deus terá mais resultado e produzirá frutos cento por um.

Santos, cuja memória é celebrada hoje

Em Jerusalém a memória de São José de Arimatéia, membro ilustre do grande conselho dos judeus (Sanhedrin), e discípulo de Nosso Senhor, embora oculto, por medo dos judeus. No Evangelho de São Lucas é chamado homem justo. Não defendeu Cristo perante o conselho como Nicodemus, mas morto Nosso Senhor, se dirigiu a Pilatos e pediu que lhe fosse entregue o corpo da vítima, no que foi atendido imediatamente. Junto com Nicodemus preparou o enterro e depositou o cadáver de Jesus num túmulo novo de sua propriedade. Acompanhou os santos Apóstolos, e, preso pela autoridade judaica, foi posto em liberdade por um anjo. Não é certo seu apostolado na Espanha e na Inglaterra. Conta a lenda, que em seu poder tinha ficado o cálice, de que se servira Nosso Senhor na última ceia. Morreu muito idoso. Suas relíquias foram transportadas para Roma e para Bologna. São José de Arimatéia é padroeiro dos coveiros.

Em Niveles, na Brabância (Bélgica) Santa Gertrudes, Virgem, filha de Pipino de Landen, irmã da santa abadessa Begga de Andene. Fez-se religiosa no Mosteiro de Nivelles, fundação de sua mãe. Era admirável seu conhecimento da Sagrada Escritura. Santa Gertrudes é padroeira dos pobres, dos jardineiros e dos viajantes.

Referência: Na luz Perpétua, 5ª. ed., Pe. João Batista Lehmann, Editora Lar Católico – Juiz de Fora – Minas Gerais, 1959.

Comemoração: 17 de março.

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